24 semanas

Vinte e quatro semanas completas e a balança me avisa: “já são 62Kg, querida, you better watch out!”. Pra quem começou na casa dos 53 Kg e ainda tem mais 16 semanas pela frente, diria que isso não é um bom sinal.

Conheço muita mulher que ganha 8 Kg (até menos) durante a gestação inteira! E não vou nem dizer que tô comendo em excesso, mas certamente como mais e pior que o de costume. Tô mais desregulada (especialmente agora que os meninos estão em casa, de férias), mais estressada, mais ansiosa. Parei de meditar faz tempo (retomei noutro dia, porque nem eu tô me aguentando mais, me irrito com uma facilidade incrível) e sigo não resistindo aos doces. E as festividades ainda não terminaram, os left overs do Natal foram cruéis e talvez ainda role uma crueldade extra do Reveillon! Ainda assim, não imaginei estar tão pesada às 24 semanas.

Veja bem, apesar do ganho de peso, tirando uma certa falta de ar quando eu falo muito e por muito tempo, estou super bem, não sinto dores (pelo menos não por enquanto), a menos que fique sentada ou em pé por muito tempo. Também não fico inchada e ainda posso andar bastante, desde que depois da caminhada eu possa dormir, rs. À noite, apesar de já sentir um certo desconforto, especialmente no quadril do lado esquerdo (que é o lado indicado para se dormir) que incomoda bastante durante a madrugada e me obriga a trocar de lado com mais frequência do que gostaria, o que além de dar trabalho, dado o tamanho da pança, me deixa bem tensa, afinal tem essa história que o blood flow pro bebê fica prejudicado quando se dorme do lado direito.

Na última quinta fomos à consulta das 24 semanas, quando fiz o temido exame que mede a glicose. Infelizmente, o resultado não saiu na hora, só saberei se está tudo em ordem na quinta que vem. Até lá, sigo na expectativa pra saber se terei que eliminar os docinhos da minha vida por completo ou se ainda poderei desfrutar de uma doçura aqui e ali.

Fora essa expectativa, a consulta foi ótima. O bebê parece estar bem, apesar do notável “overbite”, que o faz parecer um personagem do Snoopy – palavras do marido, rs. Todas as medidas estão normais, cerviz fechado, placenta, apesar de anterior, não está em cima da cicatriz (ufa!) e eu sigo sem vestígios de pre-eclampsia. Diria que tudo parece bem positivo.

Desta vez, me informei sobre todos os valores no caso de parto natural e cesariana e também sobre o custo de uma possível Doula – serviço que estou inclinadíssima a contratar. De todos os valores, o que mais me assustou foi a diária do quarto que varia de 400 a 800 dólares por noite! Choque total!!

No melhor cenário, com um parto natural e rápido, sem complicações pra mim nem pro bebê, gastaremos uns 2.500 dólares. No pior cenário, o prejuízo dobra. Bom, mas a verdade é que este, graças a Deus, é o menor dos problemas.

Agora é aguardar o resultado do tal exame de sangue, torcendo pra que esteja tudo certo, mesmo eu tendo enfiado o pé na jaca e a cara no pudim no Natal.

Semana que vem saberemos.

Sobre o winter break

Na verdade este post não é bem sobre o winter break, mas sobre a sorte que meus filhotinhos têm de ter um ao outro. Eles brigam, não vou negar. Implicam demais um com o outro, é bem verdade. Por outro lado, brincam muito juntos também. Brincam, fazem piada, dançam, caem na gargalhada… dá gosto ver.

Eu que fui filha única até os quase nove anos de idade, mesmo depois que finalmente ganhei uma irmã, continuei sendo filha única. Sempre digo que meus pais tiveram duas filhas únicas, e não é exagero, já que a diferença de idade nunca nos permitiu dividir a mesma fase da vida. Meu relacionamento com a minha irmã nunca foi fraternal, sempre tendeu mais pro maternal, comigo dando sermão e “puxão de orelha”.

Mas meus moleques não. Eles são parceiros. Nas brigas e na diversão. E eu acho isso lindo, me emociono e rezo pra que os anos passem e essa amizade só cresça e se fortaleça.

Durante este winter break, enquanto várias mães procuram desesperadas arrumar playdates e sleepovers pros seus filhos saírem do tédio, eu tô aqui tranquilinha, assistindo de camarote os meus brincarem. Tá certo que às vezes é um pega pra capar, um fuzuê, uma gritaria, um acusando o outro… mas noutras tantas, quando vejo os dois se divertindo, protegendo um ao outro das “injustiças” do papai e da mamãe, tendo “sleepovers” um no quarto do outro, ou fazendo aquela bagunça saudável pela casa, a felicidade me invade.

Não tenho dúvida que a diferença de idade entre eles é perfeita. Não sei como seria o relacionamento deles se fossem um menino e uma menina, mas agradeço muito ao destino por serem dois “iguais”, que apesar de personalidades, gostos e preferências extremamente diferentes, se encontram na terra dos eternos moleques e compartilham de momentos que certamente ficarão na memória (apesar de toda a encrenca, rs). Pra mim, é uma benção poder presenciar isso.

Aí, vendo tudo isso e me inebriando com esse show de molecagem desses dois parceirinhos, fica difícil não pensar da vida solitária que terá o terceiro rebento. A verdade é que, sendo menino ou menina, será uma cartinha fora do baralho. Será mimado pelos irmãos? Aposto que sim. Será protegido por eles? Não tenho dúvida. Receberá atenção? Certamente. Mas a verdade nua e crua é que nunca terá a experiência dessa parceria espontânea dentro de casa. E eu entrarei para a turma das mães que procuram desesperadamente por playdates e sleepover nas férias de inverno, para tirar a cria do tédio.

As voltas que a vida dá…

Então foi Natal

Este ano, pela primeira vez, passamos o Natal na Coreia. Como são pouquíssimos os brasileiros que ficam por aqui nessa época do ano, reunimos os gato pingados na casa de uns amigos e fizemos uma ceia brasileira na véspera de Natal.

Éramos 3 famílias, 7 adultos, 5 crianças e uma puppy, que entre bate-papo, risadas, comilança e brincadeiras, tivemos uma noite deliciosa. Tão deliciosa que só lembramos de tirar fotos no final :O|

E na manhã de Natal, o já tradicional abrir de presentes, desta vez com a presença ilustre da vovó que tratou de mimar os moleques não apenas com sua presença e atenção constantes, mas também com os brinquedos mais divertidos: uma mini mesa de totó, um jogo de dardos e um daqueles sacos de boxe. Diversão garantida pra família toda durante o break de inverno.

Papai Noel também mandou bem e garantiu a alegria da garotada. Nosso presente este ano se resumiu a um xBox novo que, cá entre nós, tem sido mais utilizado pela criança maior da casa (AKA papai), que resolveu fazer um recesso no trabalho e desenvolver seus skills nos joguinhos de corrida de carro 😛

Agora, estamos aguardando o Ano Novo começar para voltar à vida normal: crianças na escola, marido no trabalho, vovó se ocupando com tecidos, agulhas e linhas e eu terminando as pendências de 2018 (como por exemplo selecionar e imprimir as fotos de família dos últimos SEIS anos!!!!), para então poder me dedicar ao enxoval do nosso terceiro elemento que, até agora, só ganhou presentinhos da vovó e de duas tias postiças, rs A mamãe mesmo ainda não comprou um alfinete!

E por falar em pendências, antes do bebê chegar, ainda tenho que parir (em parceria com minhas sócias) o livro de encerramento da Oca que necessariamente precisa ser finalizado até março. Será que vou dar conta?

Dois mil e dezenove promete ser beeeeeeeem conturbado, não pela chegada do baby em si, mas por toda a mudança pro outro lado do mundo, sem casa, com dois molequinhos agitados de férias e com um bebê recém nascido a tiracolo, tendo que resolver um zilhão de coisas, que eu não vou nem listar aqui para não aumentar os níveis de estresse.

O que eu sei é que o ano será tão cheio, que não vou nem me atrever a listar resoluções de Ano Novo, tampouco as coisas que quero/pretendo fazer. Na verdade, minha maior pretensão/desejo para 2019 é sobrevivermos com saúde e disposição a todas as grandes mudanças que nos aguardam.

Pra não dizer que não tenho planos para o ano que vem, diria que minha grande ambição para 2019 é estarmos todos bem, saudáveis e confortavelmente instalados em nossa nova morada. Se essa morada puder ser própria, melhor ainda. E se rolar um Natal “lá em casa”cercado de amigos e família, o ano terá sido puro sucesso.

Mas por enquanto, sobreviver com saúde a 2019 é minha grande ambição 😉

Cheeky 2018

Cheeky, as usual, chegou no primeiro dia de dezembro e nos deixou no vigésimo quinto.

Geralmente, os elves vão embora dia 24 junto com o Papai Noel quando ele vem deixar os presentes, mas nosso Elf é mesmo muito Cheeky e sempre fica mais um dia pra que os meninos possam brincar com ele. Este é o único dia de sua estada em que os meninos podem tocá-lo sem que ele perca sua mágica 🙂

Como nosso apê tem espaço limitado, Cheeky não tem muito pra onde ir, nem muito o que inventar (há quem diga que ele anda meio preguiçoso), mas toda noite, voa pro Polo Norte, volta, apronta alguma artimanha e congela ao ouvir algum sinal de que há alguém acordado na casa. E fica lá, paradinho, sem piscar nem se mexer, só observando o movimento e os moradores da família adotada 😉

Aqui vão os registros deste ano 🙂

Ano que vem, Cheeky terá bem mais espaço pra se espalhar e aprontar na casa nova na Flórida! Espero que ele conserve a energia e a criatividade 😉

23 semanas e o tempo que passa rápido e devagar

Sabe o que é engraçado? Mesmo estando no esquema “housewife and mum full time”, o tempo parece estar voando. Outro dia mesmo era julho e estávamos de férias viajando pela Ásia e fazendo planos para as próximas férias sem as crianças. E agora aqui estou eu, em dezembro, com um barrigão e 23 semanas na conta da gestação. O mais estranho é que ao mesmo tempo que parece ter sido ontem, também sinto que estou grávida por uma eternidade já. Vai entender!

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Hoje é sexta, quer dizer, foi, o dia já acabou e eu estou na cama me preparando para dormir. Mamis já dorme e maridinho tá assistindo um filme no iPhone. Os meninos brincam juntos no quarto do Vivi e eu, ouvindo o fuzuê me derreto de amor por essa interação gostosa deles, essa construção de memórias, essa parceria de irmãos que apesar das brigas,diferenças e implicâncias, têm e terão sempre um ao outro. Que sorte a deles!

Eu, ao mesmo tempo que transbordo de amor, ouvindo a interação dos dois, inevitavelmente sofro ao pensar que baby número 3 não terá nada disso. Nem as brigas, nem as parcerias de irmãos. Será filho(a) único(a), com uma distância de 8 e 11 anos dos irmãos.

A cada mexidinha que sinto aqui dentro, penso no “filho(a) único(a)” que ele(a) será e solto suspiro. Será uma experiência bem diferente, sem dúvida alguma. Imagino que, como tudo na vida, terá o lado positivo e o negativo. O problema é que ainda não consegui enxergar o lado positivo e não paro de pensar em como eu não gostava de ser filha única nos meus primeiros 9 anos de vida. Mesmo com todas as vontades feitas, com toda a atenção exclusiva. O vazio era grande e só foi preenchido com a chegada da tão esperada e desejada irmãzinha.

O problema é que depois desta gestação, a fábrica fecha merrrrrrmo. Sem chance de uma nova gravidez para arrumar um parceiro brother camarada. Sem chance de um quarto rebento – a menos que seja adotado. Baby número três será criança em vôo solo e isso parte meu coração.

Mas um problema de cada vez, né? Por ora, o mais importante é sobreviver nessas semanas que faltam (que não são poucas) e driblar o sono e o cansaço que insistem em me derrubar, até porque, a maratona maior ainda nem começou! Ai ai… mais sono me dá só de pensar no que me aguarda.

Quem disse que os 40 são os novos 30, não tinha dois filhos pipocando pela casa + um na barriga rsrsr

Vem nimim, energia! To precisada rsrs

Meus moleques

Dia desses, quando a friaca e a poluição deram uma trégua, saímos pra bater perna e eu aproveitei pra registrar um tantinho da belezura dos meus moleques.

Tá certo que eles estavam precisando de um corte de cabelo, mas mesmo assim, cabeludos e descabelados, vale guardar aqui a recordação.

Primeiro, a simpatia do meu primogênito 😉

Agora a fofura do meu eterno caçulinha 🙂

É isso 😉

esticando as pernas

Tenho andado bem sonolenta. Durmo a noite inteira (mentira, às vezes durmo mal) e durante o dia ainda sinto sono, muito sono, especialmente quando tenho que sair pra resolver alguma coisa.

Imagino que meu ferro esteja mesmo na reserva, porque minha energia está baixinha baixinha.

Hoje, a temperatura deu uma amenizada, chegamos a empolgantes 8 graus, então juntei meu restinho de energia pra dar uma voltinha pelo bairro antes do por do sol.

Empacotei as crianças e fomos, mesmo com eles reclamando um pouco – o que eu até entendo, né? quem merece sair de casa pra passear passando frio?

Subimos a rua principal até chegarmos no rio, descemos margeando o rio e depois subimos pela montanha até em casa. Um circuito até bem puxadinho para uma barriguda pesada e sedentária, mas foi bem gostoso. Qualquer andorinha é melhor do que ficar sentada.

E como estamos na Coréia, sempre rola uma novidade pelo caminho. Descobrimos um recanto novo, recém construído na subida da montanha. Uma pracinha com várias mesas de picnic, espreguiçadeiras, balanço e até redes(!!!). Como se não bastasse, tinha também uma biblioteca ao ar livre com livros até em inglês! Estou pensando em deixar minha contribuição inusitada, uns livros em português 🙂

Apesar do friozinho, foi um passeio bem simpático e ainda fomos premiados com um por do sol lindo.

Semana que vem a temperatura vai cair bastante, ficará negativa a semana inteira, então dificilmente vai rolar um outro passeio assim.

Que bom que lutei contra o sono e saí de casa.

Em tempo: dia 14 completamos um mês com a vovó aqui e já não consigo mais imaginar a casa sem ela. Não gosto nem de pensar como será quando ela for embora…


agora são 22

Vinte e duas semanas se foram e os chutinhos já podem ser sentidos do lado de fora da barriga – não com a frequência que eu gostaria, mas já tá bom demais 🙂

Esta semana experimentei pela primeira vez nessa gestação e em muito tempo, um episódio sério de constipação, graças aos deslizes na alimentação – ainda me impressiono como faz diferença na minha vida uma alimentação integral e descascada, em vez de empacotada e refinada.

Foi só ceder aos desejos por doces e gostosuras glutinosas umas poucas vezes para ter o efeito. Meu corpo logo reclama e eu pago uma conta alta e desagradável.

Nada que voltar aos eixos não resolva, ainda bem. 

Voltei a concentrar nas folhas verdes, legumes e frutas, evitar leite de vaca e derivados, reduzir a quase zero os farináceos (mesmo os GF) e fechar os olhos pros docinhos (a parte mais difícil do momento) por um dia – sim, um dia – e meu corpo começou a me desculpar o deslize e voltou a funcionar. Não tão bem quanto antes, mas chegaremos lá. Isso se eu não tiver recaídas durante o Natal… Oh my, oh my!

A barriga segue crescendo numa velocidade estonteante e a balança começa a me alertar “hold your horses!!”. Pra quem começou na casa dos 53, estar na casa dos 61 às 22 semanas não é muito animador. Em pensar que no início o ganho de peso estava tão lento que eu cheguei a ficar preocupada… ha-ha-ha. Nada como não estar mais enjoada. Nada como ter um buraco constante no estômago. Nada como desejar comer todos os doces do mundo (se bem que, comparada às gestações anteriores, quando eu comia quilos de chocolate, eu não tô comendo quase doce nenhum!).

Mas vamo que vamo, tentando controlar o consumo de doces e besteiras  – nem que pra isso eu tenha que aumentar o consumo de comida, rs –  e aumentar um pouquinho que seja a movimentação do corpo, que neste inverno anda querendo mais hibernar do que qualquer outra coisa.

Concertos de fim de ano

Este ano não tivemos participação especial dos meninos nos concertos de Natal na escola. Por algum motivo, não foram escolhidos para cantar nem atuar. Na verdade, Nickito até foi selecionado para cantar uma frase de uma música, mas ficou revoltado, porque era menos de 5 segundos.

Como nem o Vivi foi selecionado pro papel que queria, nem o Nickito pra música que ensaiou, eu esperava ver crianças super talentosas cantando e atuando, mas o que vi foi muita criança desafinada e sem talento para atuar.

Não me entenda mal, não sou o tipo de mãe que acha que os filhos são os melhores. Não mesmo. Sou muito crítica até. Mas no concerto da série do Nickitito não havia uma criança, das muitas selecionadas, que cantasse melhor que ele. Pra falar a verdade, não havia nenhuma que sequer cantasse bem. O curioso é que apenas crianças coreanas foram selecionadas para os destaques. É no mínimo estranho, né não?

Já no concerto da série do Vivi, havia um ou dois muito bons atores, mas o amiguinho que foi selecionado pro papel que ele queria teve um desempenho beeeem sofrido. Longe de saber atuar, o que ele tinha a favor dele era apenas o fato da mãe ser membro cativo do PTO.

Sem falar que a atual professora de música e organizadora do evento deste ano, além de ser claramente um ser perturbado, tem um histórico de perseguição tanto com o Vinny quanto com o Nicky. Tanto que os dois chegaram a me pedir para não participar este ano. Tanto que ela teve a audácia de dar nota mínima pros dois na matéria. Que sorte, né?

A situação é tão patética que até mesmo a outra professora de música estranhou os meninos não terem sido selecionados. Vai entender.

Oh well, her loss. Este foi o concerto mais bagunçado que fui na vida. Crianças perdidas, descoordenadas e desafinadas, claramente uma falha séria na direção do que era pra ser um belo espetáculo. Deu saudades dos concertos da Cheltenham Primary School, a simplória escola pública australiana dos meninos.

Mas aqui vão uns pequenos registros dos concertos do segundo e quinto anos.

O concerto este ano foi tão desinteressante que eu que sempre me emociono com essas celebrações de fim de ano, tendo ou não a participação dos meninos, sequer consegui prestar muita atenção ou acompanhar a estória. Perdi completamente o interesse logo no início quando vi o quão mal organizado estava. Na verdade, pela primeira vez, contei os minutos para terminar (e como pareceu longo!). Deu até sono! Que diferença dos anos anteriores…

E, juro, isso não é papo de mãe frustrada.

A melhor parte dos concertos foi o pós concerto, quando, como já é tradição, saímos pra jantar, rs

21 semanas – baby brócolis :)

Mais uma semana, mais uma foto. 

Dizem que com o primeiro filho, a gente se dedica muito mais, é muito mais cuidadosa, tem mais frescuras… Com o segundo, a gente acaba tirando menos fotos, tendo menos tempo, sendo menos fresca… E com o terceiro… bom, com o terceiro a gente “dá a chupeta que caiu no chão pro cachorro lamber” rsrsr

Não aqui em casa 😛

Os mesmos cuidados, frescuras e dedicação que tive com o primeiro, tive também com o segundo. Também tirei tantas fotos de um quanto do outro – deles e da gestação. 

Com o terceiro não será diferente. Pelo menos não nesses aspectos.

Já no que se refere à alimentação… será tudo bem diferente (já está sendo). Simplesmente porque hoje eu sou uma Erica diferente.

Todos aqueles suquinhos de maça, cereais de arroz, biscoitinhos Maria, iogurtinhos… dos primeiros anos de vida não serão conhecidos pelo baby número 3. Chocolate também não será oferecido tão cedo, pelo menos não em sua versão “venenosa” e açucarada. Besteirinhas não farão parte do dia a dia dele(a), simplesmente porque não fazem mais parte do nosso dia a dia. Assim é muito mais fácil.

Quanto tive os meninos, apesar de me alimentar bem, consumia também muita porcaria. Nossa despensa era recheada de recheados, chocolates, chips, minha vida era um mar de leite condensado. Eu era uma viciada em açúcar e glúten e laticínios. Hoje a história é outra. Não sou um exemplo, porque ainda consumo, ainda que moderadamente, alguns laticínios e docinhos (mais agora com os desejos de gestante do que pré-gravidez), mas tenho uma alimentação tão diferente que é até difícil de acreditar. Se um amigo próximo daquela época encontrasse com um amigo próximo de hoje e conversassem sobre mim, não acreditariam que é a mesma Erica.

Não sei como será este terceiro bebê, se dormirá a noite toda, se terá cólicas, não sei se conseguirei ter um parto natural, não sei se será possível produzir leite/amamentar como pretendo. Muitas são as incógnitas, por conta, principalmente, da minha autoimune, mas uma coisa eu sei, bebês aprendem pelo exemplo e desta vez, o exemplo que daremos será bem diferente, pelo menos no quesito alimentação.

Se depender de mim, terceirinho terá “cheiro” de brócolis em vez de chocolate :0), preferirá uma cenoura a um Oreo (aliás, o que é Oreo? rs).