Nosso primeiro baseball coreano

Noutro dia, a convite de amigos, fomos assistir nosso primeiro jogo de baseball. Coreano!

Nunca havia ido a um jogo de baseball na vida, mas já havia ouvido falar que era meio chato, longo, demorado… nada acontecia. Era mais um evento social para encontrar os amigos e beber cerveja.

Pois bem, talvez isso valha para o baseball americano, porque o coreano é animadíssimo! Eu adorei a experiência e, não fosse pelos meninos que não aguentaram ficar sentadinho por horas, eu teria assistido até o final.

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E como todo evento tem seu highlight, Nickito ganhou a bola do jogo 🙂 Não, ele não pegou a bola zunida na platéia, foi mais inusitado: alguém pegou e deu pra ele 😛

Nick e sua cuteness. Como ele mesmo diz: “I am the key to everything” (Eu sou a chave para tudo) hahaha.

Vivi, que é que curte baseball, ficou a ver navios, coitado. Quem manda não ser cute? :O)

O basquete do Vivi

Vivi está cada vez mais esperto no basquete, às vezes nem eu acredito na desenvoltura do moleque. Não é que ele seja um cestinha, muito menos um MJ, mas o menino tem ginga. Precisa praticar, claro, e precisa também ser mais humilde e aceitar as críticas para se aprimorar, mas para um garoto de 10 anos, ele manda é muito bem.

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A gente sempre fica um pouco mais na escola depois da aula, pra ele jogar um pouco com os amigos.

Os painéis coloridos de Itaewon

Noutro dia fomos levar o Vivi a uma festinha de aniversário e, para matar o tempo enquanto esperávamos por ele, fomos almoçar e dar uma voltinha pelas ruelas de Itaewon. Perambular pelas ruas escondidas e labirínticas de Seul é sempre a certeza de encontrar peculiaridades. Desta vez, nos deparamos com painéis coloridos que fazem toda diferença no visual dos becos do bairro.

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Deveria ser lei: todas os muros e empenas cegas do mundo, deveriam ser transformados em murais coloridos 🙂

International Bazaar 2018

O colégio dos meninos organiza vários eventos ao longo do ano, mas três são os mais antecipados: o Field Day (só pros alunos), que é uma gincana entre alunos, funcionários e professores;  o FunFest, que é um evento temático que oferece vários jogos e brincadeiras e International Bazaar, que é uma homenagem a todas as nacionalidades que fazem parte da comunidade YISS.

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No International Bazaar deste ano, os meninos resolveram representar o Brasil e a Austrália na Parada das Nações. Na falta de indumentária adequada, Vivi descolou uma camiseta do papai e Nickito pegou uma outra emprestada com a Maria.

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O principal atrativo do evento é, para os pais, a culinária internacional e, para as crianças, a water gun fight 🙂 A criançada termina o dia encharcada e feliz.

 

Nossa montanha, nosso quintal

No fim de semana fomos tentar, pela primeira vez, completar a volta em nossa montanha de estimação. Saímos decididos e não fazer o já habitual bate e volta, queríamos fazer a volta completa pra variar, ainda que isso significasse ouvir mimimi dos meninos.

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Conforme previsto, os moleques não ficaram muito felizes com a ideia, então decidimos gravar um video pra ver se eles se animavam 🙂

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Cada lugar interessante que encontrávamos, fazíamos uma paradinha estratégica e um videozinho. Jogamos peteca, rodamos bambolê, fizemos exercícios, empilhamos pedras, brincamos com cachorros…

Estava indo tudo bem (Nick reclamando um pouco, meio de mau humor, mas nada muito grave), até que vimos uma plaquinha apontando para um templo: “Nossa, um templo no meio da montanha! Que legal!”. E lá fomos nós entrar por um caminho que nos tirava da trilha que circundava a montanha.

O templo de fato era na montanha e lindo. Pra completar, teve a certinha do bolo: tava rolando um casório tradicional, então ainda tiramos uma casquinha da cerimônia 🙂 Quando estávamos nos preparando para voltar, vimos carros passando. “Como assim carros?? Aliás, como assim um casamento no templo na montanha?”. Ah, gente, claro que o templo “misterioso” não era nada na montanha, né? Era um templo normal, com acesso normal pela rua normal, que por acaso estava no pé da montanha, rs

Perdeu um pouco o encanto 😛

Voltamos pela rua, para descobrir que o acesso ao templo era muito mais fácil do que imaginamos. Mas, poxa, foi muito mais divertido encontrar o templo perdido no meio da floresta, então façamos de conta que foi, sim , uma descoberta inusitada 🙂

Na volta, resolvemos, em vez de pegar o caminho de casa, dar um pulinho em Sinchon, já que estávamos no meio do caminho, e aí, só pra completar nosso dia de “surpresas”, fizemos um caminho diferente e passamos por um túnel todo grafitado que nos rendeu fotos bem coloridas.

Não completamos a volta na montanha, mas também não perdemos o dia 😉

 

 

Nossa vida gastronômica – apresentando: nosso coreaninho

Quando o assunto é restaurante, somos quase monótonos, vamos sempre aos mesmos. Temos na lista de lugares mais recorrentes: três mexicanos, um brasileiro, um vietnamita, dois tailandeses, um indiano, dois burgers places e, pasme, um coreano (!) – que carinhosamente apelidamos de Coreaninho. Muito raramente saímos desse circuito.

Nosso Coreaninho foi um achado. Pouquíssimas mesas e comidinha gostosinha sem cara de comida clássica coreana (nem bibimbap servem!). As opções no menu são limitadíssimas, mas pra gente não faz a menor diferença, sempre pedimos os mesmos pratos 🙂

Se bobear, somos os únicos estrangeiros frequentadores assíduos. Todos lá nos conhecem e, por pouco, nem nos entregam mais o menu, rs. O dono inclusive me segue no Instagram :P, ou seja, somos praticamente de casa.

A comida não se encaixa na categoria saudável, mas.. quem não tem um junk do coração que atire a primeira pedra, rs

 


Em tempo: O Coreaninho não chega a ser junk, mas é mais gorduroso do que eu gostaria.

Everland

Esta semana tivemos um feriado prolongado: 4 dias em casa com os meninos. Quer dizer, em casa, não né? Se ficarmos em casa, fica mais difícil controlar o tempo de TV, as brigas (eles têm brigado tanto ultimamente)… então o jeito é arrumar o que fazer fora de casa.

No fim de semana passeamos por Insadong e na segunda-feira, como o marido tinha que trabalhar, fomos eu, os meninos, uma amiga (Ju) e sua filha (Maria) ao Everland, um parque de diversões bem bacana, onde as crianças de esbaldaram.

Aí você me pergunta: mas, Erica, ir ao parque de diversão num feriado não é suicídio? É. Mas fomos enganados, rs. Achamos que o feriado não se aplicava às escolas coreanas e tivemos uma bela surpresa com as filas de 70, às vezes 90 minutos. Dureza, viu?

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Foram mais de 10 horas pra cima e pra baixo, mais de 19mil passos caminhados, fora os quilômetros dirigidos (pasme: por mim!!!!) para ir e para voltar, incluindo engarrafamento básico na volta, já tarde da noite. Claro que na terça, apesar dos pedidos desesperados pelo cinema (criança é um bicho insatisfeito, né? rs), ficamos o dia todo em casa descansando, porque mermão, né moleza não! E a pessoa aqui tá nos 4.0 e já não tem mais aquele pique de outrora.

O dia foi puxado, muita andança, muita espera e muito junk na veia. Os moleques comeram algodão doce, tomaram aquela bebida “nevada” que eu esqueci o nome, sorvete, hambúrguer, chicken wings, costelinha, limonada… fizeram a festa com tudo o que não têm no dia a dia. Só eu que fiquei passando necessidade, porque além de eu estar no meio de um detox (semana 4 de 6 sem poder comer açúcar), no parque inteiro só tinha junk. Não havia um potinho de salada de frutas! E olha que isso vende em toda parte. Fiz jejum de quase 24h até que finalmente, encontramos um festival de comida que tava rolando naquele dia, onde consegui uma carne que acompanhava um projeto de salada e um pedaço de abacaxi. E esta foi minha refeição no dia inteiro. Difícil!

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Mas o que importa é que a molecada se divertiu até a última gota. Apesar das longas filas, conseguiram ir a todos os brinquedos que queriam e ficaram felizes da vida.

Nickito, quando chegou no parque e olhou em volta, desanimou. Disse: não tem nada pra mim aqui. Mas só foi colocar o pezinho no barco viking que a adrenalina disse oi pra ele e depois disso foi até em montanha russa que o pai dele pensaria 10 vezes antes de não ir, rsrsr

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Vivi, por sua vez, chegou já querendo ir na montanha russa mais apavorante. Uma das mais altas e mais longas do mundo. Mas essa aí deixamos pro final do dia, primeiro porque era a fila mais demorada e depois porque se ele fosse primeiro nessa, ia achar todo o resto chato, rs

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Como o Nick não tinha altura suficiente para ir nessa assustadora, o levei em outras atrações enquanto esperávamos  Vivi, Maria e Ju.

Até a Ju disse: nessa aí, NUNCA MAIS!

Parece que a tal montanha russa é realmente assustadora. Além de você sair do acento nas descidas, não dá tempo nem de respirar entre uma queda e outra e, pior, já começa com uma queda sensacional de 90 graus. Tinha gente saindo chorando, outros apareciam nas fotos, no monitor da saída, com cara de pânico…

Gente, quem merece isso? Ainda bem que eu não fui!

O Vivi diz que não, mas tenho quase certeza que ele foi de olhos fechados, rs

Nosso dia de parque terminou com as crianças comendo (mais) junk dentro do carro na volta pra casa, ou seja, fracasso sucesso total, rs

 

 

voltinha em Insadong (e fotos proibidonas)

O aniversário do Buda está chegando e os templos começam a se vestir de lanternas coloridas, se preparando para a grande celebração.

No último fim de semana, fomos passear por Insadong, umas das minhas regiões favoritas aqui em Seul (apesar de ser super turística) e aproveitamos para visitar o Jogyesa Temple, que já estava lindamente colorido pelas lanternas. Eu sou absolutamente fascinada pelos templos budistas coreanos, mas nessa época eles ficam especialmente lindos.

Os meninos, pra variar, não queriam sair de casa e foram daqui até nosso destino reclamando. Até que, dois minutos depois que saímos do taxi, o bom humor deles apareceu e mais tarde até nos agradeceram por termos insistido em passear 🙂

Começamos caminhando pelas ruazinhas de Insadong, percorrendo as vendinhas de souvenir – e eu querendo comprar várias coisas, mas me recusando a pagar o preço de turista. Se ao menos eu falasse coreano…

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No meio do caminho, esbarramos com uma barraquinha que fazia caricaturas e finalmente cedemos aos apelos do Vivi, que há anos torra a paciência pedindo por uma caricatura dele. Fizemos uma arte dos dois e ficou tão genial! Valeu o investimento. A caricaturista não só os representou com maestria, como também capturou a alma de cada qual. Adorei o resultado!

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Antes de seguirmos pro templo, paramos para almoçar num restaurantezinho coreano, onde comemos até não aguentar mais. O prato mais parecia brasileiro: uma travessa tamanho família de frango com legumes e macarrão de batata doce (sem glúten), panquequinhas de batata e sei lá mais o que. Um verdadeiro banquete. A comida estava bem temperadinha, muito gostosinha mesmo e o melhor, eu não passei mal depois (pelo visto não usaram MSG).

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Terminado o almoço, ainda levamos os meninos ao”poo café”, isso mesmo, café de cocô (com acento circunflexo no último o mesmo) para comer um daqueles bolinhos recheados no formato do dito cujo – coreano tem cada uma, viu!

Finalmente, já quase sem bateria para tirar fotos, chegamos ao templo. E meu queixo caiu com a beleza. Mais uma vez.

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Há belezas com as quais eu ainda não consegui me acostumar, sigo sentindo borboletas no estômago quando esbarro com elas e, claro, não consigo me conter, saio clicando tudo ao meu redor, até mesmo o que não deveria, como por exemplo uma cerimônia budista, pela janela indiscreta.

Na verdade, eu não tinha certeza se era proibido ou não (havia uma plaquinha com uma câmera riscada, mas não um celular riscado, rs) e na dúvida, em vez de ficar na minha, não resisti e registrei o momento. Banquei a turista sem noção 😦 e sinto um pouco de vergonha por isso – nem tão pouco assim, na verdade, mais até do que eu gostaria de sentir… especialmente, porque a senhorinha de rosa aí da foto, levantou-se para fechar a janela :O|. VER-GO-NHA. Bad Erica.

Não vou repetir o feito, mas vou guardar para sempre o registro da minha rebeldia culposa, porém bem intencionada (ou pelo menos não mal intencionada).